Será que o que nos define é a nossa imagem perante os outros ou a nossa imagem perante nós próprios?
Não acredito em preconceitos ou estereótipos, somos nós que os temos de os quebrar, e é por isso que embora sem necessidade, tentamos agradar mas por vezes só nos prejudicamos e nos pomos abaixo. Existem pessoas que só pela sua aparência vencem a nossa aceitação, outras que pela sua fluência cativam o ouvido e vontade de estar. E aquelas que são menos convencionais, mais radicais ou mesmo até mais tímidas? São menos apetecidas socialmente? Menos apreciadas visualmente?
Sente-se no ar uma nesga de necessidade de afirmação estilística ou mesmo uma mera vontade de conforto pessoal, isto porque a sociedade está mudada e permite tantos estilos e grupos de correntes ideológicas diferentes. E ainda bem que cabemos todos neste mundo. Mesmo assim, será que nós encaixamos num dos estilos ou grupos só para nos sentirmos parte de algo?
Por vezes é essa a armadilha de tal sociedade tão rica em diferenças. Queremos tanto ser notados que nos tornamos mais uns daqueles infelizes imitadores de vidas fortuitas, cheias de glamour ou de negro.
A imagem que temos de nós próprios, no meu ponto de vista, é sem qualquer dúvida a nossa linha-guia para sermos mais confortáveis e nos sentir-mos mais concretizados pessoalmente. Mesmo que para a sociedade seja inapropriado temos de lutar por ideais que um dia, quem sabe, inspirará um novo estilo ou grupo de corrente ideológica.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Realidades Virtuais, um verdadeiro vício.
Realidades virtuais, o que são? São fantasias emocionais às quais não nos podemos alhear ou conter; são imaginações férteis e fertilizadas por outras mais maduras. No fundo, são o que mais procuramos mas que na verdade não conseguimos prometer a sua conclusão como pretendemos.
Criamo-las por puro prazer mas esquecemo-nos de que com elas estamos a criar expectativas, por vezes inalcançáveis, expectativas que quando incompletamente preenchidas ou não preenchidas por completo, se tornam num fardo ou motivo depressivo de tristeza e insegurança. É de certo verdade o que dizem, de ser a visualização do sucesso um canal para o mesmo, mas também, a sustentação desta visão futurista é deveras um grande complemento para a razão fundada de que estes desejos ou sonhos ou meras expectativas se tornarão reais.
Esta vontade constante de nos imaginarmos em tantos sítios nas peles de tantos outros, define um comportamento compulsivo e instintivo, de tal forma incontrolável que nos deparamos com estes pensamentos quando menos esperamos e pelas mais variadas razões ou motivos. As realidades virtuais em que nos baseamos são na grande parte das vezes de luxúria ou gula são o que queremos, o que gostávamos ou adorávamos de ter ou ser. Mas então esquecemo-nos das pequenas coisas. Das coisas que nos deixavam felizes e concretizados, coisas como uma simples comida da “mãe” ou sopa da “avó”, dos piqueniques com a família, as saídas com os bons amigos ou mesmo das caminhadas pelos passeios da nossa urbanização ou cidade.
São os pequenos momentos que me fazem feliz, são os momentos que para mim são grandes, são os detalhes, os pormenores. Não me julguem pois, eu também vivo numa realidade virtual, mas na minha realidade virtual, assim como cada um de nós vive no seu mundo á parte, mas ao mesmo tempo, em partes comum a outros, partilhando-o e fazendo crescer as partes acinzentadas do mapa mundial pessoal de cada indivíduo.
Hugo Monteiro
(06/07/2010)
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