É assim…chegamos a um momento e queremos mais. Não nos contentamos com uma simples perspectiva de futuro, ambicionamos construir castelos de areia a cada momento. Mas qual será o ganho em pensar em demasia nos momentos futuros? Será que acabamos por saborear o momento se já pensamos nos seguintes?
Considerando que no mundo das relações de amor ou das ligações de paixão existem dilemas, que tal, como os expostos, nos ofuscam o passo seguinte, podemos decidir por um dos caminhos. Mas qual o mais apropriado? O do pensamento premeditado ou o espontâneo pensar?
Para aqueles cujo momento não esteja no auge ou “não esteja” sequer, pelas mais variadas razões, o pensamento espontâneo parece ser a opção mais plausível. Mas, deva-se dizer que, o pensamento no passo seguinte faz de nos seres de futuro, aos olhos da pessoa que nos acompanha. O pensamento espontâneo é, desde sempre, encarado como o raciocínio do prazer sobrepondo o socialmente suportável, por mais paradoxal que o pareça, contrapondo com o anteriormente dito.
Detesto preconceitos e estereótipos, por isso achar que, a ideia ou a tradição do amar com objectos não ser o que nos enche a alma. Há, no entanto, uma certeza, o amor, esse, é espontâneo, é socialmente aceitável, é “o” prazer no seu máximo expoente e é certo. Por estas razões, o querer mais de uma relação ou de alguém é uma questão de ideias pessoais, vontades colectivas e fé.