sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O meu optimismo


É assim…chegamos a um momento e queremos mais. Não nos contentamos com uma simples perspectiva de futuro, ambicionamos construir castelos de areia a cada momento. Mas qual será o ganho em pensar em demasia nos momentos futuros? Será que acabamos por saborear o momento se já pensamos nos seguintes?
Considerando que no mundo das relações de amor ou das ligações de paixão existem dilemas, que tal, como os expostos, nos ofuscam o passo seguinte, podemos decidir por um dos caminhos. Mas qual o mais apropriado? O do pensamento premeditado ou o espontâneo pensar?
Para aqueles cujo momento não esteja no auge ou “não esteja” sequer, pelas mais variadas razões, o pensamento espontâneo parece ser a opção mais plausível. Mas, deva-se dizer que, o pensamento no passo seguinte faz de nos seres de futuro, aos olhos da pessoa que nos acompanha. O pensamento espontâneo é, desde sempre, encarado como o raciocínio do prazer sobrepondo o socialmente suportável, por mais paradoxal que o pareça, contrapondo com o anteriormente dito.
Detesto preconceitos e estereótipos, por isso achar que, a ideia ou a tradição do amar com objectos não ser o que nos enche a alma. Há, no entanto, uma certeza, o amor, esse, é espontâneo, é socialmente aceitável, é “o” prazer no seu máximo expoente e é certo. Por estas razões, o querer mais de uma relação ou de alguém é uma questão de ideias pessoais, vontades colectivas e fé.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Conflito de maturidades


Quem diz que um homem não chora
É garoto.
Não compreende as texturas do tempo,
Os terrenos da vida.
Nunca se perdeu no momento,
Não encontrou razões.
Não sentiu o borbulhar das marés,
O vento não lhe á tocado.

Um homem sorri,
Grita,
E ri.
Derrete-se com os pequenos diamantes da idade,
Com os pormenores da sua época.
Distrai-se e erra,
É humano.
Ama e deixa ser amado,
Confia e desconfia,
Promete,
Mas também falha.
Um Homem também chora,
Um homem também sente.