terça-feira, 17 de agosto de 2010

O que nos define.

Será que o que nos define é a nossa imagem perante os outros ou a nossa imagem perante nós próprios?

Não acredito em preconceitos ou estereótipos, somos nós que os temos de os quebrar, e é por isso que embora sem necessidade, tentamos agradar mas por vezes só nos prejudicamos e nos pomos abaixo. Existem pessoas que só pela sua aparência vencem a nossa aceitação, outras que pela sua fluência cativam o ouvido e vontade de estar. E aquelas que são menos convencionais, mais radicais ou mesmo até mais tímidas? São menos apetecidas socialmente? Menos apreciadas visualmente?
Sente-se no ar uma nesga de necessidade de afirmação estilística ou mesmo uma mera vontade de conforto pessoal, isto porque a sociedade está mudada e permite tantos estilos e grupos de correntes ideológicas diferentes. E ainda bem que cabemos todos neste mundo. Mesmo assim, será que nós encaixamos num dos estilos ou grupos só para nos sentirmos parte de algo?
Por vezes é essa a armadilha de tal sociedade tão rica em diferenças. Queremos tanto ser notados que nos tornamos mais uns daqueles infelizes imitadores de vidas fortuitas, cheias de glamour ou de negro.  
A imagem que temos de nós próprios, no meu ponto de vista, é sem qualquer dúvida a nossa linha-guia  para sermos mais confortáveis e nos sentir-mos mais concretizados pessoalmente. Mesmo que para a sociedade seja inapropriado temos de lutar por ideais que um dia, quem sabe, inspirará um novo estilo ou grupo de corrente ideológica.