sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Estrada da espera

Esperamos todos os dias, realizamos fantasias nas nossas cabeças, e sobretudo sonhamos pelo momento da descoberta. A questão que nos assombra é sempre a mesma. “ Será isto pelo qual esperei? Será isto o que eu realmente quero?”

A verdade é que se não tentarmos não a saberemos, mas por vezes a experimentação é o grande erro. Isto é, pelo facto de termos esperado tanto, acabamos por deturpar a nossa ansiosa visão, que “per si” está míope, não foca os nossos objectivos no nosso “novo objecto”. Vemos o que queremos ver. O resto já sabemos…

Ma se realmente acertarmos. Ganhamos. Alcançamos o que tanto desejamos e idealizamos, teremos aí começado uma nova etapa. Teremos, então, de reordenar objectivos, crenças e vontades. E nesse momento ansiamos e esperamos pelo nosso novo “momento”.

Esperar não é o pior da “espera” em si, mas sim, a antecipação de atingir o desejado. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Profundo Sonhar acordado

Se eu fosse um girassol,
Tu serias o meu Sol,
O tal para o qual
Eu girava e mirava todo o meu dia.
Se fosses Lua,
Serias cheia,
Pois eu seria lobisomem.
Se fosses pôr-do-sol,
Seria o meu Fim.
Mas se fosses o nascer do sol,
Serias o meu …

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O meu optimismo


É assim…chegamos a um momento e queremos mais. Não nos contentamos com uma simples perspectiva de futuro, ambicionamos construir castelos de areia a cada momento. Mas qual será o ganho em pensar em demasia nos momentos futuros? Será que acabamos por saborear o momento se já pensamos nos seguintes?
Considerando que no mundo das relações de amor ou das ligações de paixão existem dilemas, que tal, como os expostos, nos ofuscam o passo seguinte, podemos decidir por um dos caminhos. Mas qual o mais apropriado? O do pensamento premeditado ou o espontâneo pensar?
Para aqueles cujo momento não esteja no auge ou “não esteja” sequer, pelas mais variadas razões, o pensamento espontâneo parece ser a opção mais plausível. Mas, deva-se dizer que, o pensamento no passo seguinte faz de nos seres de futuro, aos olhos da pessoa que nos acompanha. O pensamento espontâneo é, desde sempre, encarado como o raciocínio do prazer sobrepondo o socialmente suportável, por mais paradoxal que o pareça, contrapondo com o anteriormente dito.
Detesto preconceitos e estereótipos, por isso achar que, a ideia ou a tradição do amar com objectos não ser o que nos enche a alma. Há, no entanto, uma certeza, o amor, esse, é espontâneo, é socialmente aceitável, é “o” prazer no seu máximo expoente e é certo. Por estas razões, o querer mais de uma relação ou de alguém é uma questão de ideias pessoais, vontades colectivas e fé.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Conflito de maturidades


Quem diz que um homem não chora
É garoto.
Não compreende as texturas do tempo,
Os terrenos da vida.
Nunca se perdeu no momento,
Não encontrou razões.
Não sentiu o borbulhar das marés,
O vento não lhe á tocado.

Um homem sorri,
Grita,
E ri.
Derrete-se com os pequenos diamantes da idade,
Com os pormenores da sua época.
Distrai-se e erra,
É humano.
Ama e deixa ser amado,
Confia e desconfia,
Promete,
Mas também falha.
Um Homem também chora,
Um homem também sente.

domingo, 24 de julho de 2011

Recados do Passado

Por vezes não dura, às vezes não passa e vulgarmente fica, na verdade nem sempre se ultrapassa. No fim de contas, fica a mágoa do desperdício de tempo e esforço, fica a tristeza de um fim, mas, fica, igualmente, as partes mais marcantes, os momentos mais solenes, os voos mais espantosos e os sonhos … sonhos que juntos alucinamos.

Cave a nós, seres de emoção, escolher as memorias que perdurarão sempre que lembremos desse nosso pedaço de vida. Pertence-nos esse direito, esquecer o lado mau e recordar o lado bom, ou o contrário. Perder tempo em ódios de estimação pode ser uma maneira, embora pouco sã, mas, é deveras uma maneira de lidar com a situação. É, contudo, constrangedor, pensar que um dia haverá um cruzamento, numa rua, num local ou sítio de significância comum. Será nessa altura que iremos decidir qual a nossa posição quanto ao passado em comum? Ou iremos sucumbir ao impulso de sentirmos tudo de novo e tentarmos voltar ao que éramos? Seria isso um erro? Não seria um erro?

Questões de retórica, ou não, à parte, em algo temos de concordar que seria um “momento” per si. Um espaço de tempo que nos faria desejar que não tivesse acontecido. Não só pelo seu carácter delicado, mas porque nos obrigava a ter de lidar com razões anteriormente esquecidas e enterradas, supostamente.